Jazz and Bossa Radio

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sábado, 30 de julio de 2011

Jazz and Bossa Artist of the Week (july 31 - august 6) - Carolina Ferrer


BIO/DISCOGRAPHIE - CARO FERRER – 1er et 2è album
Em seu novo disco, "Samba pelo avesso", Caro Ferrer homenageia o samba,
desdobrando-o em todas as suas variações. São onze novas canções – todas autorais – que navegam do samba-blues ao samba funk, passando pelo côco e o samba de roda ou
cruzando o afoxé com o cha cha cha. Assinando a direção musical com ela, Jorginho Amorim, parceiro de estrada.

O disco é um segundo mergulho nessa praia por onde Caro passeia, escapando das
facilidades da bossa-nova sussurrada e do samba cliquante. O primeiro foi em 2009, com "Jasmim no ar", que despertou a atenção dos grandes nomes da comunidade musical
franco-brasileira para seu timbre, a um so tempo suave e grave, e o balanço do seu fraseado.

As letras abrem o pano para o um universo muito feminino – jasmim, mar, maternidade,
temperos, perfumes de gavetas, bordados, velas, véus, missangas e espelhos. Um "neosurrealismo" de rimas fortes, dito com convicção. A poesia de Caro começa então a letrar melodias de Marcio Faraco, Jorginho Amorim, Adriano Tenorio, Aline de Lima e outros.

Em "Samba pelo avesso" ela nos apresenta sua visão musical sem fronteiras numa seleta
escolha de estilos, certeira na mistura, na dosagem e na unidade. Suas letras, também sem fronteiras, espelham aversão à categorização e ao rotulo e o resultado é um groove percussivo, inventivo e invertido, cheio de surpresas. E sem maionese.
Caro embarca o publico com sua presença intensa e sua voz "blues" e vem levantando as
salas por onde passa - Comedy Club, Blue Note, L'Entrepot, etc. Mas ha quem prefira ouvi-la de olhos fechados, como o parceiro Marcio Faraco..

Manager : Barbara Waechter
tél. : +33 (0)6 62 43 94 83
@ : barbara.w.waechter@gmail.com

martes, 19 de julio de 2011

Jazz and Bossa Artist of the Week (july 17 - 23) - Chucho Valdes


Jazz and Bossa Artist of the Week (july 17 - 23) - Chucho Valdes

Cuban pianist, bandleader, composer and arranger Chucho Valdes is a highly accomplished and influential figure in the world of Latin and Afro-Cuban jazz. Born in Quivican in 1941, Valdes is the son of the similarly influential Cuban bandleader Bebo Valdes from whom Chucho first received piano lessons. Having exhibited musical talent from a young age, Valdes eventually enrolled in the Municipal Music Conservatory of Havana, graduating at age 14. Inspired by such jazz pianists as Art Tatum and Thelonious Monk, Valdes quickly formed his first jazz trio and began a fruitful period that found him landing several high-profile performance jobs in hotels around Havana including performing with the Sabor De Cuba Orchestra which was directed by his father. These performances continued throughout the '60s and allowed Valdes not only to perform with the best musicians in Cuba, but begin to formulate his own unique ideas about mixing jazz, classical and Cuban styles of music. In 1970, Valdes and his combo became the first Cuban jazz group to perform abroad after appearing at the Jazz Jamboree International Jazz Festival in Poland.

In 1973, formed the innovative and highly influential Latin jazz ensemble Irakere. The group featured various members of the Orquesta Nacional de Musica Moderna including such stars of the Cuban music scene as trumpeter Arturo Sandoval and alto saxophonist Paquito D'Rivera. With its unique mix of jazz, rock, funk, classical and traditional Cuban rhythms, Irakere was an explosive and creative ensemble that quickly caught the attention of international audiences. Although there have been many compilations of Irakere, it was the band's Grammy winning 1979 self-titled concert album, recorded at the Newport Jazz Festival a year before, that really sparked international interest in the group. Although the band's line-up has changed over the years -- D'Rivera defected to the United States in 1980 and Sandoval (who did not defect until 1990) formed his own group in 1981 -- Irakere continues to perform and record with Valdes and new members.

Although Valdes never left Cuba, the four-time Grammy winning and three-time Latin Grammy winning virtuoso has kept a high-profile touring schedule and in 2006 was named the Goodwill Ambassador of the Food and Agriculture Organization of the United Nations. Since the '80s, Valdes has released a steady flow of albums including 1986's Lucumi (Messidor), 1998's Bele Bele en la Habana (Blue Note), 2000's Live at the Village Vanguard (Blue Note), 2002's Fantasia Cubana: Variations on Classical Themes (Blue Note) and 2010's Chucho's Steps.

domingo, 10 de julio de 2011

Jazz and Bossa Artist of the Week (july 10 - 16) - Aline de Lima

Jazz and Bossa Artist of the Week (july 10 - 16) - Aline de Lima



http://www.alinedelima-music.com/
ALINE DE LIMA

Marítima é o terceiro álbum de Aline de Lima. Arrebol (2006) e Açaí (2008) foram produzidos respectivamente por Vinícius Cantuária (radicado nos Estados Unidos) e pelo japonês Jun Miyake (residente em Paris). Estas colaborações enriquecedoras ensinaram à cantora-compositora os fundamentos da produção musical. Em Marítima, Aline de Lima decidiu navegar sozinha. Porque ela tem uma forma benéfica e positiva de teimosia. Por trás de uma graciosidade delicada, existe um temperamento que não se rende, nem à métodos, nem à formatação.

As onze faixas de Marítima nasceram da obstinação de criar um "som". Aline de Lima juntou o evidente legado da música popular brasileira às excentricidades musicais extraídas do folclore multicor do Maranhão, território indígena, africano e europeu. Um todo combinado às influências transnacionais do modernismo digital.

Aline de Lima tem os pés fincados na cidade onde cresceu, em São Luís do Maranhão. Mas sua cabeça sempre esteve em outros lugares: na Suécia, onde ela foi morar no final da adolescência, e depois Paris, onde ela vive há dez anos.

Marítima, composição da cantora que deu título ao CD, toda produzida com violões, viola caipira, marimba, percussões de bumba-meu-boi e tambor de Mina, navega em direção ao Atlântico equatorial, à 2,3 graus de latitude sul. As águas do rio Amazonas acariciam soberbamente as margens do Estado do Maranhão. Ali pode-se praticar a cabotagem, à partir de São Luís, Alcântara, Cururupu, Belém, Macapá, com passagem direta sob a linha do Equador, exatamente sob o sol. Porém, Marítima vê além da linha do horizonte, uma visão que percorre um azul infinito e de repente repousa sobre os picos vulcânicos do Cabo Verde, por exemplo.

Um Mar de Mar, a faixa que encerra o álbum foi composta pelo cabo-verdiano Mário Lúcio, grande navegador da esfera musical lusitana, africana, caribenha e atual Ministro da Cultura do arquipélago de Sahel. O que canta Aline de Lima com delicadeza é um entrelaçamento de trocadilhos da raiz "mar" (maria juana, marimba, maracujá, Maracatu, Marrakech, maripousa, Maranhão...). Com Mário Lúcio, cantor, escritor, pintor, ex-advogado formado em Cuba, Aline compôs Lua de Janeiro.
Do Caribe, a jovem artista toma emprestado a leveza de um reggae-blues que ela chama de Upaon Açu. "Upaon-Açu" é o nome antigo de São Luís do Maranhão dado pelos índios Tupinambás, e quer dizer “Ilha Grande”, referindo-se à ilha em que a cidade foi construída em 1612.
Em 2010, Aline de Lima passou alguns meses no Brasil, esteve gravando no Rio de Janeiro e em São Luís. Nesta viagem, ela conheceu músicos e cantores, alguns como Flávia Bittencourt, com quem ela descobriu afinidades e compôs Flor de Brasília.
Mas onde há fumaça, há fogo: ao viver em Paris, Aline de Lima volta no tempo através da História. São Luís foi fundada por um francês, Daniel de la Touche, senhor da Rivardière, que se aliou aos índios para resistir aos portugueses. Marítima é um álbum que constrói pontes. Upaon-Açu, escrito em Português, também oferece uma estrofe em língua francesa. No álbum, Paris é homenageada em Português, ao ritmo de um samba o qual começa com bordões que lembram o Fado: Paris-Velho Novo Mundo é um retrato íntimo da cidade onde também rola um futebol. O esporte preferido do ídolo Chico Buarque, um aficionado da capital francesa (“Em Charletty, marca um gol Chico Buarque...”) e onde um calor comparado ao do sertão nordestino predomina durante alguns dias de verão de uma cidade "deslumbrante” - incrível e maravilhosa.
O acordeon chegou ao Brasil pelos portugueses, e continua animando o tradicional São João e as demais festas nordestinas. É rústico e florece como um mandacaru no xote Fina Flor, composto por Aline de Lima, que o interpreta com uma belíssima melancolia fadista. É também o instrumento que acompanhou as maravilhas de Edith Piaf. Em Arrebol, Aline de Lima interpretou Septembre (“setembro”) de Barbara, uma bela canção do patrimônio musical francês, aplaudida pela imprensa e pelo público. Em Marítima, ela interpreta uma música criada em 1960 para a cantora Edith Piaf, Cri du Coeur (grito do coração), com melodia de Henri Crolla e letra de Jacques Prévert ("Não é somente minha voz que canta/ É uma outra voz, uma multidão de vozes / Vozes de hoje ou do passado / Vozes engraçadas, ensolaradas / Desesperadas, maravilhadas, vozes desoladas e quebradas / Vozes sorridentes que se extasiam/ Loucas de amor e de alegria..."). Uma jóia rara.
Um outro amante de Paris, Márcio Faraco, foi cúmplice da artista na composição Madrugada, a qual se encontra igualmente em O Tempo, CD lançado pelo cantor-compositor e violonista em março de 2011. Uma explosão de sensibilidade na noite que se esvai, com o tom muito “buarquiano” de uma cândida simplicidade: Robertinho Chinês ao bandolim e voz e violão de Aline. E como nós continuamos a ouvir as primeiras composições de Aline de Lima aleatoriamente em uma ou outra rádio FM, sabemos que as melodias e voz delicada que ela carrega em si seguem firmemente a sua estrada.
Véronique Mortaigne

domingo, 3 de julio de 2011

Jazz and Bossa Artist of the Week (july 3 - 9) Cassandra Wilson


Jazz and Bossa Artist of the Week (july 3 - 9) Cassandra Wilson

BIOGRAPHY

Cassandra Wilson is an American jazz musician, vocalist, songwriter, and producer from Jackson, Mississippi. Described by critic Gary Giddins as "a singer blessed with an unmistakable timbre and attack who has expanded the playing field" by incorporating blues, country and folk music into her work.

She began playing piano at six, guitar by the age of twelve and was working as a vocalist by the mid-'70s, singing a wide variety of material. After moving to New York City in the early 80’s, Cassandra met saxophonist Steve Coleman and became one of the founding members of the M-Base Collective.

At the completion of her stint with M-Base, Cassandra sought a more acoustic context for her vocal expression. She signed with Blue Note Records in 1992 and released a landmark album titled “Blue Light ‘Til Dawn” which would pave the way for a new generation of jazz singers seeking an approach and repertoire that challenged the supremacy of the American Standard songbook.

Wilson has continued interpreting in fresh and creative ways vintage blues, country and folk music up until the present day. Her awards include: two Grammys, the Django D’Or, The Edison Music Award, and a marker on the Mississippi Blues Trail. She also performed one of the leading roles in Wynton Marsalis' "Blood on the Fields," the first jazz work to receive a Pulitzer Prize.

www.cassandrawilson.com/